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ESPAÇO GEOGRÁFICO - RECIFE MINHA CIDADE

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Hino do Recife
Nelson Ferreira
Composição: Manoel Aarão

Mauricéia, um clarão de vitória,
A visão de tua alma produz.
Toda vez que do cimo da história,
Se desenhao teu nome de luz
(Coro)
Tecida de claridade
Recife sonha ao luar
Lendária e heróica cidade,
Plantada à beira-mar
(2x)
Mauricéia, um fulgor vive agora,
Que da Pátria foi belo fanal.
Dezessete! Que data e que aurora,
Coroando a cidade imortal.
(Coro)
Tecida de claridade
Recife sonha ao luar
Lendária e heróica cidade,
Plantada à beira-mar
(2x)
E depois, com suprema ousadia,
Uma voz se exaltou senhoril,
Vinte e quatro!
É daqui que irradia,
Nova luz para o céu do Brasil
(Coro)
Tecida de claridade
Recife sonha ao luar
Lendária e heróica cidade,
Plantada à beira-mar
(2x)



Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco. Localizada às margens do oceano Atlântico, a cidade tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1.561.659 de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana). Em recente estudo do IBGE, o Recife aparece como metrópole da quarta maior rede urbana do Brasil em população
Sua região metropolitana compreende, além da capital pernambucana, catorze cidades do Grande Recife.

Geralmente, o nome do município dentro de frases é acompanhado de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960. O vocábulo recife provém da palavra arrecife, grande barreira de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa. Sobre tais temas se pronunciou o historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Melo: "Porque se originou de um acidente geográfico - o recife ou o arrecife - a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: O Recife e nunca Recife."
Por outro lado, o gramático
Napoleão Mendes de Almeida afirma em longo arrazoado que não se deve usar o artigo definido para fazer referência à cidade, mas apenas ao bairro homônimo: o bairro do Recife na cidade de Recife.


O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da idéia empreendida na Bahia em 1624.


GOVERNO HOLANDÊS

Maurício de Nassau

No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauricéia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (West Indische Compagnie) Maurício de Nassau. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.
O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau praticou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico da América do Sul.


Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a a fauna e a flora, a farmacopéia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.


MASCATES


Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e conselho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).


REVOLTAS


O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praiera, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.


SÉCULO XX


No início do século XX, iniciou-se um período de agitação cutural e a encantadora Belle Époque mostrou a busca de novas linguagens para traduzir as velozes mudanças trazidas pelas novas técnicas.


Geografia


A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional (fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão).


Clima


O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 25°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 20°C, recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C.



Vegetação


O Recife possui uma pequena área de Mata Atlântica no bairro de Dois Irmãos, onde se localiza o Parque Dois Irmãos, o maior parque do município. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na zona sul e na fronteira com Olinda.


Hidrografia


O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade européia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar. O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.


Demografia
Segundo estimativas de 2009 do IBGE, o Recife possuía 1.561.659 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.180,23 hab./km². Em 2006, registrou-se um PIB nominal de R$ 18,3 bilhões (e per capita de R$ 12.091,00).


Bairros mais populosos:
Boa Viagem (100.388 hab),
Casa Amarela (69.134 hab),
Várzea (64.512 hab)
Composição etária da população (2000):
0 a 14 anos: 26,16%
15 a 64 anos: 67,33%
64 anos e mais: 6,51%
Com um PIB de mais de dezoito bilhões de reais, a economia é majoritariamente de comércio, prestação de serviços e do Turismo.
A Região Metropolitana do Recife é a segunda mais populosa do Nordeste e a sexta maior do Brasil, segundo dados oficiais do IBGE/2009.
Crescimento anual e densidade


Taxa de crescimento geométrico anual: 1,09 (2000/2007)
Bairros com maiores taxa de crescimento geométrico anual (1991/2000): Sítio dos Pintos (9,92), Caçote (6,56) e Passarinho (6,47).
Bairros mais densos: Alto José do Pinho (299,57); Brasília Teimosa (292,78); Mangueira (290,05) .
Grupos étnicos


A maioria dos brancos do município é de ascendência portuguesa e holandesa. As pessoas pardas são uma mistura de europeu com o negro e índio, variando de claro a escuro, podendo ter uma pele amarelada ou marrom. As pessoas negras são de ascendência africana. Aqueles de origem asiática ou indígena são o menor grupo étnico do município.


Economia
O Recife registrou um PIB de aproximadamente 18,3 bilhões de reais em 2006. O PIB per capita da cidade atingiu 12.091 reais. Dois terços do PIB são provenientes comércio e serviços. O PIB da cidade corresponde a um terço do PIB total do estado. O Recife pertence ao Mercado Comum de Cidades do Mercosul.
Destaca-se na reciclagem, estando na quinta posição no ranking das cidades brasileiras com o melhor índice de arrecadação de resíduos sólidos urbanos para a coleta seletiva no país. Com 1.350 toneladas por mês no recolhimento de resíduos na coleta seletiva.
O Recife tem o mais importante pólo médico do Norte/Nordeste É formado por 417 hospitais e clínicas e possui um total de 8,2 mil leitos. Os principais hospitais do pólo estão nos bairros do Derby e da Ilha do Leite.
Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, a cidade é considerada um dos mais importantes pólos de tecnologias da informação do Brasil em quantidade de empresas e faturamento.O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco, com um superávit anual de 9,6 milhões de reais.
Um terceiro destaque está na indústria de construção civil, com centenas de arranha-céus residenciais e comerciais, (considerados pelo site prédios acima de doze andares). O município é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.
O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste, conta com 465 lojas, sendo 9 âncoras e 6 megalojas, 5.000 vagas de estacionamento, 10 salas de cinema UCI Multiplex, 17 restaurantes e 4 praças de alimentação. Nele está localizado o Pátio das Esculturas, uma área de exposições múltiplas. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.
Recife ainda ficou entre as 65 cidades mais importantes de Países Emergentes no Mundo, segundo análise do Índice MasterCard de Mercados Emergentes 2008, ficando na sexta colocação na América Latina, e perdendo no Brasil apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. O índice MasterCard, busca avaliar e comparar o desempenho destas localidades nas funções mais importantes que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro.


Educação


Recife conta com importantes Universidades públicas e privadas, estando a UFPE entre as 10 melhores Universidades do Brasil. A cidade ainda possui o IFPE que está situado ao lado do Campus da UFPE, o Ginásio Pernambucano que funciona como um centro de ensino experimental e a ETEPAM.
Mais de 144 mil estudantes estão matriculados nas Escolas municipais do Recife. No Ensino Fundamental municipal a matrícula é de quase cem mil crianças, e as duas escolas do Ensino Médio municipais contam com aproximadamente 2 mil estudantes. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui mais de 25 mil estudantes, a maioria em horário noturno.Instituições de ensino superior
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Universidade de Pernambuco (UPE)
Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)


Saúde


O maior hospital público do município é o Hospital da Restauração. Outros hospitais importantes são: Hospital Ulysses Pernambucano, segundo hospital psiquiátrico do Brasil, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e Hospital Universitário Oswaldo Cruz, dois grandes hospitais universitários. O Recife tem um total de 8.875 leitos hospitalares, dos quais 6.037 disponíveis para pacientes do sistema único de saúde. Alguns hospitais particulares importantes são Real Hospital Português de Beneficência e Hospital de Olhos de Pernambuco dentre outros.
Em 2007, de acordo com a Prefeitura do Recife, a mortalidade infantil na capital pernambucana era de 13,0 p/mil e a esperança de vida ao nascer era de 68,6 anos, de acordo com o censo de 2000 do IBGE.
Requalificação urbana


Para atender às novas necessidades da metrópole, os governos federal, estadual e municipal, mais diversos órgãos e empresas nacionais e internacionais, estão trabalhando em conjunto para a transformação de vários setores do Recife. Habitação, transporte, turismo, lazer, meio-ambiente, cultura e principalmente segurança (já que a cidade é considerada a capital mais violenta do país) são os principais aspectos explorados pelas novas obras e projetos.
Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda - o objetivo central desse projeto é a valorização do patrimônio cultural e material das duas cidades, promovendo a transformação de bairros e a formação de uma Rede de Equipamentos Culturais. O projeto usa o turismo e a cultura como eixos do desenvolvimento econômico e social da região. Contará com investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipais das cidades do Recife e de Olinda.
Prometrópole - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de mais de 1,2 milhão de moradores de favelas e de áreas irregulares da Região Metropolitana do Recife, aumentando o acesso a serviços de água, saneamento, habitação, transporte e escoamento, o projeto inclui um alto grau de participação comunitária e busca realizar melhorias nas edificações e na infra-estrutura das comunidades de baixa-renda na bacia do rio Beberibe dentro da região metropolitana. Serão financiadas obras no sistema hídrico, em saneamento básico, em reassentamento e em projetos-piloto para testar alternativas de parcelamento de terra.
Via Mangue - o projeto da Via Mangue visa diminuir os problemas de trânsito da Zona Sul recifense. Trata-se de uma avenida que vai ligar o Pina diretamente às ruas que margeiam os canais Setúbal e Jordão, desafogando o fluxo de veículos em toda a região.
Corredor Leste/Oeste - o Corredor Leste-Oeste é um projeto viário que objetiva reduzir o tempo de viagem entre a zona oeste e o centro da cidade, interligando duas avenidas da cidade, a Caxangá (a mais extensa via urbana em linha reta do Brasil, com 6,2 quilômetros de extensão) e a Conde da Boa Vista.


Transportes


O município possui uma frota de aproximadamente 4.600 ônibus que transportam diariamente 1,7 milhão de pessoas e o Metrô do Recife (Metrorec), que transporta 205 mil passageiros por dia.
O Recife foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos, a chamada Maxambomba (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por bondes puxados por burroA maxambomba foi substituída por bondes elétricos no século XX. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por Ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.
De acordo com o relatório do Detran-PE de agosto de 2008, o Recife tem uma frota superior a 445 mil veículos, sendo quase 311 mil automóveis, 51,8 mil veículos de carga, 4,6 mil ônibus, 64,7 mil motos e 12,8 mil na categoria "Outros"
O Porto do Recife localiza-se no Recife Antigo, ao lado da Praça Rio Branco (Marco Zero). No período holandês, o porto era um dos mais desenvolvidos do Brasil. Atualmente, tem sua base operacional centrada na movimentação de granéis sólidos, compreendendo grãos, clínquer, barrilha e carga geral. Diferencia-se dos demais portos por situar-se num centro urbano e conseguir operar sem interferir no município.


Transporte aéreo


O Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, com capacidade para atender cinco milhões de passageiros por ano, conta com 64 balcões de check-in, 2.120 vagas de estacionamento e área de compras e lazer com 165 pontos comerciais, seguindo o conceito de Aero Shopping. Segundo a Infraero, é o segundo aeroporto mais movimentado do Norte e Nordeste do país. Conta com um pátio capaz de receber até 26 aeronaves simultaneamente. Realiza vôos domésticos regulares para 19 capitais de estados brasileiros e mais oito grandes cidades brasileiras, além de vôos internacionais regulares para países da Europa, África e Américas. Entre 1930 e 1938 o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direita (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha. Atualmente Recife tem a única estação de atracação de dirigíveis no mundo preservada em sua estrutura original, a Torre do Zeppelin.


Cultura


O Recife é berço de escritores, poetas, músicos e vários artistas de muitas formas de expressão. Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Carlos Pena Filho são nomes da poesia do Brasil que retrataram o Recife em suas obras. Além da poesia, surgiram no município nomes como Nélson Rodrigues e Gilberto Freyre na literatura, Lenine, Antônio Nóbrega, Robertinho do Recife e Reginaldo Rossi na música, Francisco Brennand, Vicente do Rego Monteiro e Lauro Villares nas artes plásticas, dentre outros.
O município abriga vários museus, centros culturais e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand, um dos mais importantes museus do Brasil que abriga importante coleção de gravuras e outras obras de arte do século XVII sobre o Brasil.
As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco que na década de 1980 reuniu grande número de poetas. O Abril Pro Rock que surge como revelador do Movimento Manguebit, revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada.
Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife que instalado no Forte das Cinco Pontas conta boa parte da história do Recife e o Museu da Abolição que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.
O Teatro Santa Isabel é o principal teatro do Recife compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco.


Esportes



O esporte mais popular do município é o futebol. O Campeonato Pernambucano de Futebol é disputado desde 1915, tendo como campeão sempre um time da capital. Os maiores campeões e os principais times do município são o Sport Club do Recife, o que mais títulos possui (38), o Clube Náutico Capibaribe, o maior campeão em títulos consecutivos (Hexacampeão), e o Santa Cruz Futebol Clube. O município foi a única subsede nordestina na Copa do Mundo de 1950, e será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol e basquete.
Outro clube esportivo importante do município é o Clube Português.
Os três maiores times de Pernambuco possuem estádio próprio, localizados no Recife. O maior e mais recente estádio construído é o Estádio do Arruda (foto), pertencente ao Santa Cruz. Podemos destacar também a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport Club do Recife e o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico.
Em nível nacional, só quem possui títulos relevantes é o Sport, com o título do Campeonato Brasileiro de 1987 e também da Copa do Brasil 2008.


Pontos turísticos


O Recife atrai turistas de todo o mundo. Destacam-se entre os motivos desta atração as manifestações culturais como o Carnaval e o São João. O Recife é o portão de entrada do litoral de Pernambuco de ondem partem os turistas que chegam de avião.
O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.
A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, do qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.
Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand. Ao longo do ano, ocorrem diversas exposições no Centro de Convenções, que é o segundo maior do Brasil, entre elas a Bienal do Livro.
O litoral do município é completamente urbanizado, sendo as praias mais famosas Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.


"Se você for até Recife,não esqueça da esteira do chapéu, pois as praias e o sol de Recife... mais parecem coisas lá do céu!! Quando você for até Recife, Não esqueça dos livros de cordel, E o artesanato do meu Recife, mais parece, coisa lá do céu!! Em toda cidade quanto liberdade...contém moça, E a a velha Olinda, que coisa mais linda, contém moça. contém moça.... QUANDO VOCÊ FOR ATÉ RECIFE, não esqueça das esteira e do chapéu, pois as praias, e o sol de Recife. São na terra um belo azul do céu. Pois as praias e o sol de Recife. Mais parecem coisas lá do céu !!!Existem muito mais coisas bonitas em Recife, Além das parias e do sol, Existe toda uma cultura que ferva com o frevo. E que se cala e extremesse sob o som de maracatú de barbiado. Existe todo um folclore esperando esperando a ser explorado. Existe um povo maravilhoso que recebe os visitantes. De braços e abertos e o coração cheio de amor!!!!!" Reginaldo Rossi , RECIFE.

ESPAÇO GEOGRÁFICO - ERAS GEOLÓGICAS

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Da mesma maneira que o historiador faz a reconstituição da história do homem, a geologia histórica, que é um ramo da ciência geológica, faz a reconstituição da história da Terra. Para o historiador fazer a reconstituição da hisória do homem, ele se baseia nas fontes históricas. Por exemplo, os objetos, os documentos e ruínas de aldeias e cidades são fontes históricas. Através do estudo desses materiais ou elementos, o historiador faz a reconstituição da história do homem. Para o geólogo realizar a reconstituiço da história da Terra, ele se baseia nos estudos das rochas e dos fósseis. O estudo das rochas possibilitou ao geólogo conhecer:

a antiguidade da Terra, calculada através do estudo das rochas radioativas, como por exemplo o urânio;

os climas de épocas passadas, existentes em várias partes da Terra;

os terremotos e vulcanismos do passado;

as distribuições dos continentes e oceanos à superfície da Terra e suas variações através do tempo geoógico.

O estudo dos fósseis, isto é, dos restos ou vestígios de seres orgânicos (vegetais ou animais ) que deixar am suas marcas nas rochas sedimentares da crosta terrestre, permite ao estudioso saber também várias coisas do passado da Terra. Por exemplo, as espécies animais e vegetais que existiram em épocas passadas e as variações do clima, pois cada animal ou vegetal apresenta um tipo de estrutura para cada tipo de clima. Baseados nesses elementos, rochas e fósseis, os geólogos admitem que a Terra se formou há cerca de 5 bilhões de anos. Da mesma maneira que podemos dividir a nossa vida em etapas (infância, juventude, maturidade e velhice), a existência da Terra também pode ser dividida em vários momentos. A cada um dos momentos ou divisões da história da Terra os estudiosos deram o nome de era geológica.


Assista ao vídeo



ESPAÇO GEOGRÁFICO - MOVIMENTOS DA TERRA

quarta-feira, 21 de outubro de 2009


Para as pessoas a terra é estática, imóvel, mas isso não é verdade, pois a terra realiza sim vários movimentos, mas não percebemos. Dentre os movimentos realizados pela terra os mais conhecidos são o de rotação e de translação, além desses existem os movimentos de precessão e de nutação.

Precessão: É um movimento realizado pela Terra, seu movimento parece com o do movimento de um pião, o tempo para realizar esse movimento é de 25.800 anos. O movimento de precessão é realizado em torno de um eixo perpendicular.



Nutação: Movimento em torno da normal ao plano da órbita, é causado por alterações gravitacionais da lua e do sol, a duração desse movimento é de 18,6 anos.



Rotação: O movimento de rotação da Terra explica a existência dos dias e das noites. De dia, uma parte dos habitantes da Terra recebe luz solar, porque a parte da superfície da Terra onde vivem está virada para o Sol, mas os habitantes da Terra que estão do outro lado não recebem essa luz. Por exemplo, em Lisboa, às 8 h da manhã é de dia mas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, para Ocidente de Lisboa, no mesmo instante são 3 h da manhã e ainda é de noite . Enquanto uns tomam o pequeno almoço os outros ainda vão a meio do seu sono... A Terra vai girando e, em certos lugares, passa a ser noite quando era dia e, noutros lugares, do outro lado da Terra, passa a ser de dia quando era noite. E isto sem nunca parar!

Como compreender melhor os movimentos da Terra?



Quando começa o dia, vemos o Sol «nascer» (de fato, não nasce, apenas surge à nossa vista, aproximadamente na direcção chamada Oriente ou Este), no horizonte ou linha de separação entre a terra e o céu . Durante o dia, vemos o Sol percorrer o céu, num arco que vai de Oriente (ou Este) para Ocidente (ou Oeste). Ao meio-dia solar, o Sol está o mais alto possível, «está a pino»! Quando começa a noite, dizemos que o Sol se «põe» no horizonte, isto é, desaparece da nossa vista. Contudo, os nossos sentidos enganam-nos: não é o Sol que anda à volta da Terra (como julgavam os povos antigos), mas sim a Terra que está em rotação, virando sucessivas partes para o Sol. Vemos o Sol ir de Oriente para Ocidente porque a Terra gira no sentido contrário, de Ocidente para Oriente. Dizemos que o movimento do Sol é aparente.
Quando vamos num comboio, também nos parece que é a paisagem que vai a andar para trás, quando, de fato, é o comboio que vai a andar para a frente enquanto a paisagem permanece imóvel. O comboio desloca-se em relação à paisagem.
A Terra demora um dia, isto é, 24 horas, a completar uma volta em torno de si própria. Dizemos que o período de rotação da Terra é de um dia. O vaivém espacial (nave espacial reutilizável dos Estados Unidos) em órbita em volta da Terra gira mais rapidamente do que esta, pelo que os astronautas a bordo vêem, durante 24 horas, vários nasceres e pores do Sol.

Durante um dia, vemos o Sol nascer uma vez e pôr-se uma vez. A nossa experiência indica, portanto, que, durante parte do dia (24 horas), é de dia (vê-se o Sol) e que, durante a outra parte, é de noite (não confundir o dia, intervalo de tempo de 24 horas, com o dia, intervalo de tempo em que se vê o Sol). Mas essas duas partes não são, em geral, iguais. As durações do dia e da noite dependem da data do ano: no Verão, os dias são maiores do que as noites e, no Inverno, é ao contrário (podemos verificar este fato medindo com um relógio os intervalos entre o nascer e o pôr do Sol em vários dias ao longo do ano).
O solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia (consulte a tabela abaixo para os valores de alguns anos).
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno do hemisfério sul, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.

Mas há dois dias especiais no ano em que os dias têm a mesma duração que as noites: são os chamados equinócios, em 21 de Março e em 23 de Setembro, quando começam, respectivamente, a Primavera e o Outono. Veremos adiante que a duração dos dias e das noites depende também do lugar da Terra: nos pólos, é de dia durante seis meses e é de noite durante outros seis meses.
De noite, também nos podemos aperceber do movimento de rotação da Terra. Tal como o Sol de dia, também as outras estrelas parecem mover-se, percorrendo arcos no céu. Falamos, por isso, de movimento aparente das estrelas. A estrela Polar (também chamada Polaris) parece quase fixa, porque se situa praticamente no prolongamento do eixo de rotação da Terra, na direção pólo Norte - pólo Sul. Mas a estrela Sírio (também chamada Sirius) move-se. No hemisfério Norte vemos durante a noite as estrelas, incluindo a Sírio, andarem em torno da Polar. As aparências enganam: o céu, com as estrelas, não roda em volta de nós, por cima das nossas cabeças...







Translação: Observando com atenção do mesmo lugar (podemos usar o relógio de Sol construído na experiência anterior), verificamos que o Sol nem sempre nasce no mesmo sítio do horizonte e nem sempre se põe no mesmo sítio. Então onde fica a direção do Oriente num certo lugar? De fato, o Sol só nasce exatamente a Oriente e só se põe exatamente a Ocidente nos dias 21 de Março e 23 de Setembro (os equinócios de que já falamos). Mas, qualquer que seja o dia do ano, passado um ano (cerca de 365 dias), o Sol volta a nascer no mesmo sítio.
Por outro lado, observando ao longo do ano também do mesmo lugar mas de noite, verificamos que o aspecto do céu à mesma hora da noite não é o mesmo todos os meses. Mas tudo se repete de ano a ano. Vemos o céu noturno diferente todos os meses, porque a Terra se está a mover no espaço e “fica virada” para zonas diferentes do céu à medida que os meses passam (por exemplo, o céu visto de Portugal não é o mesmo em Janeiro e em Agosto.
O tempo que a Terra demora a dar uma volta completa em volta do Sol não é exatamente de 365 dias, mas sim 365 dias e 6 horas, pelo que, de quatro em quatro anos, existe um ano com um dia a mais no calendário, sempre o último de Fevereiro. Esses anos são chamados bissextos.

Dizemos que o período de translação da Terra é um ano, o tempo formado por 365 dias e 6 horas. Um jovem de catorze anos já deu, portanto, 14 voltas em torno do Sol. A órbita da Terra em volta do Sol é aproximadamente circular, como dissemos. O raio da órbita da Terra mede 150 milhões de quilômetros.
Por outro lado, sabemos que os vários meses do ano têm um clima diferente. As quatro estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno) caracterizam-se por tempos meteorológicos bem distintos (falamos de tempo meteorológico para o distinguir do tempo dos relógios). No hemisfério Norte, a Primavera começa a 21 de Março, o Verão a 21 de Junho, o Outono a 23 de Setembro e o Inverno a 21 de Dezembro, pelo que as estações dividem o ano em quatro partes aproximadamente iguais.
No Verão, está mais quente e no Inverno mais frio. Mas o Verão e o Inverno ocorrem em épocas diferentes do ano no hemisfério Norte e no hemisfério Sul. No hemisfério Norte, o Verão vai de 21 de Junho a 23 de Setembro e o Inverno de 21 de Dezembro a 21 de Março. Mas, no hemisfério Sul, o Verão vai de 21 de Dezembro a 21 de Março e o Inverno de 21 de Junho a 23 de Setembro. Tal fato explica-se também pelo movimento de translação da Terra. Contudo, ao contrário do que muita gente julga, o tempo quente no Verão no hemisfério Norte não se deve ao menor afastamento da Terra em relação ao Sol nem o tempo frio no Inverno no mesmo hemisfério se deve ao maior afastamento da Terra em relação ao Sol! Como já afirmamos, a órbita terrestre é quase circular, pelo que a Terra está sempre praticamente à mesma distância do Sol. Acontece que o eixo de rotação da Terra está inclinado do ângulo de 23º em relação ao plano da órbita da Terra, no Verão do hemisfério Norte, este hemisfério está mais inclinado para o Sol (e o hemisfério Sul está menos inclinado para o Sol). No Verão, a luz do Sol incide mais frontalmente sobre o hemisfério Norte.
Devido à inclinação do eixo de rotação da Terra, durante a Primavera e Verão no hemisfério Norte, é sempre dia no pólo Norte e é sempre noite no pólo Sul. Do mesmo modo, durante o Outono e Inverno no hemisfério Norte, é sempre dia no pólo Sul e é sempre noite no pólo Norte. A duração dos dias e das noites varia, portanto, à medida que nos afastamos do equador, para Norte ou para Sul.


Assista ao vídeo

ESPAÇO GEOGRÁFICO - FORMAÇÃO DO PLANETA TERRA

domingo, 18 de outubro de 2009



O planeta teria se formado pela agregação de poeira cósmica em rotação, aquecendo-se depois, por meio de violentas reações químicas. O aumento da massa agregada e da gravidade catalisou impactos de corpos maiores. Essa mesma força gravitacional possibilitou a retenção de gases constituindo uma atmosfera primitiva. Os processos de formação do planeta Terra são a acreção, diferenciação e desintegração radioactiva.

O envoltório atmosférico primordial atuou como isolante térmico, criando o ambiente na qual se processou a fusão dos materiais terrestres. Os elementos mais densos e pesados, como o ferro e o níquel, migraram para o interior; os mais leves localizaram-se nas proximidades da superfície. Dessa forma, constituiu-se a estrutura interna do planeta, com a distinção entre o núcleo, manto e crosta (litosfera). O conhecimento dessa estrutura deve-se à propagação de ondas sísmicas geradas pelos terremotos. Tais ondas, medidas por sismógrafos, variam de velocidade ao longo do seu percurso até a superfície, o que prova que o planeta possui estrutura interna heterogênea, ou seja, as camadas internas possuem densidade e temperatura distintas. A partir do resfriamento superficial do
magma, consolidaram-se as primeiras rochas, chamadas magmáticas ou ígneas, dando origem a estrutura geológica denominado escudos cristalinos ou maciços antigos. Formou-se, assim, a litosfera ou crosta terrestre. A liberação de gases decorrente da volatização da matéria sólida devido a altas temperaturas e também, posteriormente, devido ao resfriamento, originou a atmosfera, responsável pela ocorrência das primeiras chuvas e pela formação de lagos e mares nas áreas rebaixadas. Assim, iniciou-se o processo de intemperismo (decomposição das rochas) responsável pela formação dos solos e conseqüente início da erosão e da sedimentação. As partículas minerais que compõem os solos, transportados pela água, dirigiram-se, ao longo do tempo, para as depressões que foram preenchidas com esses sedimentos, constituindo as primeiras bacias sedimentares (bacias sedimentares são depressões da crosta, de origem diversa, preenchidas, ou em fase de preenchimento, por material de natureza sedimentar), e, com a sedimentação (compactação), as rochas sedimentares. No decorrer desse processo, as elevações primitivas (pré-cambrianas) sofreram enorme desgaste pela ação dos agentes externos, sendo gradativamente rebaixadas. Hoje, apresentam altitudes modestas e formas arredondadas pela intensa erosão, constituindo as serras conhecidas no Brasil como serras do Mar, da Mantiqueira, do Espinhaço, e, em outros países, os Montes Apalaches (EUA), os Alpes Escandinavos (Suécia e Noruega), os Montes Urais (Rússia), etc. Os escudos cristalinos ou maciços antigos apresentam disponibilidade de minerais metálicos (ferro, manganês, cobre), sendo por isso, bastante explorados economicamente.

Nos dobramentos terciários podem haver qualquer tipo de minério. O
carvão mineral e o petróleo são comumente encontrados nas bacias sedimentares. Já os dobramentos modernos são os grandes alinhamentos montanhosos que se formaram no contato entre as placas tectônicas em virtude do seu deslocamento a partir do período Terciário da era Cenozóica, como os Alpes (sistema de cordilheiras na Europa que ocupa parte da Áustria, Eslovênia, Itália, Suíça, Liechtenstein, Alemanha e França), os Andes (a oeste da América do Sul), o Himalaia (norte do subcontinente indiano), e as Montanhas Rochosas.
A Terra é o único local onde se sabe existir
vida. O conjunto de sistemas vivos (compostos pelos seres e pelo ambiente) do planeta é por vezes chamado de biosfera. A biosfera provavelmente apareceu há 3,5 bilhões de anos. Divide-se em biomas, habitados por fauna e flora peculiares. Nas áreas continentais os biomas são separados primariamente pela latitude (e indiretamente, pelo clima). Os biomas localizados nas áreas do pólo norte e do pólo sul são pobres em plantas e animais, enquanto que na linha do Equador encontram-se os biomas mais ricos. O estudo da biosfera é fundamentalmente o estudo do seres vivos e sua distribuição pela superfície terrestre. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais
).

A Terra tem uma
atmosfera relativamente fina, composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de argônio, mais traços de outros gases incluindo dióxido de carbono e vapor de água. A atmosfera age como uma zona intermediária entre o espaço e a Terra. Suas camadas, troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera, ionosfera e exosfera, têm dimensões variáveis ao redor do planeta e de acordo com a estação do ano.

A Terra é o único planeta do
Sistema Solar que contém uma superfície com água. A água cobre 71% da Terra (sendo que disso 97% é água do mar e 3% é água doce mas grande parte destes 3% encontram-se nos calotes polares e nos lençóis freáticos). A água proporciona, através de 5 oceanos, a divisão dos 7 continentes. Fatores que combinaram-se para fazer da Terra um planeta líquido são: órbita solar, vulcanismo, gravidade, efeito estufa, campo magnético e a presença de uma atmosfera rica em oxigênio.

VIAGENS

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CHAPADA DA DIAMATINA - BA





O Paraíso é na Chapada, um lugar maravilhoso onde você se sente muito mais próximo de Deus e para quem não acredita que Deus existe, vai mudar de opinão quando conhecer esse local. Conheçam um pouco mais sobre esse lugar espetácular.Eu fui e você está esperando o que para comprovar o que eu digo.




É uma região de serras, situada no centro do Estado brasileiro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais.
A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
Alguns atrativos naturais causam espanto e êxtase, como a Cachoeira da Fumaça e seus 380 metros de queda livre ou o deslumbrante Poço Encantado. Mas são tantas as atrações que se pode optar entre visitar grutas, tomar banho de cachoeira, fazer trekking em antigas trilhas de garimpeiros, montar a cavalo ou praticar esportes e
aventuras. A Chapada abriga, em seus vales e cumes, comunidades esotéricas e alternativas como no Vale do Capão. Os dois pontos mais altos da Bahia estão na Chapada: o Pico do Barbado com 2.033 metros (o mais alto do nordeste) e o Pico das Almas com 1 958 metros.
Caminhar respirando o ar puro e admirando a paisagem é a principal opção dos turistas de todas as partes que visitam a Chapada. Os lugares verdejantes guardam sempre uma surpresa com águas cristalinas ou areias coloridas, belos morros, flores e hortaliças que encantam pela beleza e viço. Em Igatu, a curiosidade se aguça em meio às ruínas da cidade fantasma, construída com pedras que formam as paredes de pequenas grutas.



Características

As rochas da Chapada Diamantina fazem parte da unidade geológica conhecida como Supergrupo Espinhaço, que tomou este nome por ocorrer na serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso, com altitude média entre 800 e 1.200m acima do nível do mar. As serras que compõem a Chapada Diamantina abrangem uma área aproximada de 38.000 km² e são as divisoras de águas entre a bacia do rio São Francisco (rios S. Onofre, Paramirim) e os rios que deságuam diretamente no oceano Atlântico, como os rios de Contas e Paraguaçu. Nesta cadeia de serras são encontrados os picos mais altos da Bahia, sendo o pico do Barbado com 2.033m, o ponto culminante de todo o nordeste.

Surgimento

A Chapada Diamantina nem sempre foi uma imponente cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos de vulcões, areias sopradas pelo vento e cascalhos caídos de suas bordas. Sobre essas depressões depositaram-se sedimentos em uma região em forma de bacia, sob a influencia de rios, ventos e mares. Posteriormente, aconteceu um fenômeno chamado soerguimento, que elevou as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, tendo aos pouco um sofrível erguimento ao longo de milhões de anos. As inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, hoje expostas na Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos; a paisagem atual é o produto das atividades daqueles agentes ao longo do tempo geológico. Nas ruas e calçadas das cidades da Chapada, lajes de superfícies onduladas revelam a ação dos ventos e das águas que passavam sobre areais antigos.



ESPAÇO GEOGRÁFICO - QUE É PALEOCLIMATOLOGIA ?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


É o estudo das variações climáticas ao longo da história da Terra. Por isso, são estudados vestígios naturais que podem ajudar a determinar o clima em épocas passadas. As observações meteorológicas com a ajuda de instrumentos, tal como as conhecemos hoje em dia, datam de apenas há 100 ou 200 anos, dependendo do lugar. Porém, é um período muito curto relativamente às alterações sofridas pelo clima ao longo dos tempos, pois, trata-se de um período de milhares ou até milhões de anos.


Aplicações da Paleoclimatologia

É uma ciência fundamental para o estudo do clima presente e para a elaboração de previsões futuras já que seus estudos permitem avaliar o clima de uma forma cíclica (em alguns casos), permitindo assim verificar quais efeitos são de um período natural do clima e o que foi causado pelo homem e a entender melhor estas mudanças. Além disso, a Paleoclimatologia tem uma aplicação no ramo da Paleontologia, pois seus estudos aplicados a fósseis animais e vegetais ajudam a determinar as características destes animais (hábitos, alimentação, etc.), além do estudo de civilizações antigas.


Técnicas Utilizadas
Para se determinar o clima em eras passadas, pela não existência de observações meteorológicas que cobrissem um intervalo de tempo satisfatório, os paleoclimatólogos utilizam algumas técnicas e diversos estudos para se determinar o clima passado. As técnicas mais utilizadas são:

I- Estudo de geleiras
É uma das técnicas mais empregadas. A avaliação de geleiras é possível, pois estas vão se depositando em camadas, de acordo com a era em que foi formada (as mais recentes vão cobrindo as mais antigas). Estima-se que as calotas polares possuem mais de 100.000 camadas! Nestas camadas, estudiosos encontraram pólen, o que é útil para estimar a cobertura vegetal em determinada época. A espessura da camada pode ajudar a determinar a quantidade de chuvas que aquela região recebeu, pois quanto maior a camada, maior a quantidade de chuvas. Além disso, a relação entre diferentes isótopos de Oxigênio e Hidrogênio podem ser um indicador da temperatura média daquela região. Dependendo da camada em que forem encontrados, os cientistas podem avaliar a temperatura média daquele período. Destes estudos é que vieram as teorias sobre os ciclos sofridos pelo clima ao longo das eras.

II- Estudo de árvores petrificadas
Fósseis de árvores são úteis para a determinação da temperatura e da umidade. Através de datação radiométrica, que utiliza o tempo de vida média dos átomos que constituem o material, determina-se, embora com uma margem de erro de cerca de 200 anos, em média, o período em que esta árvore viveu. Os anéis encontrados nas árvores (ver figura) também são pistas sobre a idade e o clima em que esta árvore viveu. A largura destes anéis variam de acordo com o clima de uma forma geral, a espécie, a idade da árvore e a quantidade de água e alimento disponível naquele solo.

III- Estudo de sedimentos e rochas
A análise de sedimentos permite verificar características do solo em uma determinada Era. Esta possibilita o estudo das características da vegetação, da vida existente (ou a ausência de) e temperatura através do tipo de rocha. Existem, basicamente, 3 tipos de rochas. As Magmáticas, que são formadas pela condensação do magma, indicam a existência de vulcões na vizinhança. As Sedimentares são formadas pelo acúmulo de sedimentos e indicam uma região de falha. Indicam, também, que esta é uma região de formação antiga, que sofreu diversas alterações no clima. As Metamórficas são formadas por alterações na composição das duas anteriores devido a variações de pressão e/ou temperatura em eventos extremos, podendo indicar períodos quentes ou frios. Também são indicadoras de atividade erosiva, pois a erosão também forma rochas Metamórficas, sem necessariamente variar temperatura ou pressão local. As rochas formam camadas também, sendo que estas camadas demoram de milhares a milhões de anos para se sobreporem, formando, assim, uma fonte de dados de períodos muito distantes, já que as rochas sedimentadas se preservam ao longo do tempo.

IV- Estudo de corais
A análise de recifes de corais permite avaliar as alterações nos oceanos. De acordo com as características dos corais permite-se avaliar temperatura da água, bem como sua evolução, pois os corais têm indicadores naturais, como a perda de sua coloração natural.

V- Datação radiométrica
Os átomos, com exceção do Hidrogênio, possuem prótons e nêutrons (o Hidrogênio mais comum possui apenas um próton, e é conhecido pelo nome de prótio). Os prótons existentes no núcleo repelem-se, porém os nêutrons não permitem que os prótons se separem, exercendo uma força sobre eles. Contudo, quando o número de prótons é grande, os nêutrons não conseguem mais evitar a repulsão entre eles, tornando o átomo instável. Esta instabilidade expulsa partículas do núcleo e é chamado de decaimento. Elementos com mais de 83 prótons ou com uma quantidade elevada de nêutrons sofrem decaimento. Esta “desintegração” é constante e só cessa quando o átomo se estabiliza, o que pode demorar, desde de segundos a milhões de anos, podendo ser medidos através de aparelhos como o espectroscópio de massa e detectores de radiação. Os elementos radioativos mais usados para datação são:

Urânio-238
É usado para a datação de matérias inorgânicas. O Urânio-238 desintegra-se formando Chumbo-206. Com isto, basta medir a relação Chumbo/Urânio, sabendo que demora 4,5x109 anos para esta relação ser igual a 1, para determinar a idade do objeto em questão. Ou seja, sabendo-se que o Urânio-238 tem meia-vida (tempo médio para que metade dos átomos radioativos de Urânio sofrerem decaimento) de 4,5x109 anos.

Carbono-14
É usado para a datação de substâncias orgânicas. O Carbono-14 é formado na atmosfera devido à radiação que vem do universo e é absorvido pelas plantas na absorção de CO2. Assume-se, então, que a relação de Carbono-14 (instável) para Carbono-12 (estável) mantém-se a mesma enquanto o espécime está vivo. Após a morte do organismo, o Carbono-14 desintegra-se à Nitrogênio-14 (estável). Com isto, basta medir a relação Carbono-14/Carbono-12, sabendo-se que a meia-vida do Carbono-14 é de cerca de 5600 anos, para saber a idade do item analisado.

História da Atmosfera

Como tudo começou
O ar da Terra primitiva continha Hidrogênio, vapor d’água, Metano e Amônia, e havia grande ocorrência de tempestades com descargas elétricas, devido a erupções vulcânicas, com grande incidência de raios ultravioleta vindos do Sol. Com o surgimento de formas de vida, o ar foi se modificando. A partir do surgimento dos organismos autótrofos fotossintetizantes, esta composição atmosférica passou a contar com Oxigênio e foi decisiva para o surgimento de novas formas de vida. Mais especificamente, alguns milhões de anos após o surgimento das cianobactérias, quando já havia Oxigênio suficiente para que os recém-surgidos organismos aeróbicos se aproveitassem da energia que ele fornecia, em um processo que liberava mais do que nos processos anaeróbicos.

Clima Pré Cambriano
É um dos períodos mais remotos do nosso planeta. Existem poucas evidências desta época para um estudo aprofundado sobre o assunto. Dentre os 3 isótopos de Carbono (Carbono-12, Carbono-13 e Carbono-14) existentes, que se diferem pela variação na quantidade de nêutrons em seus núcleos, os organismos aquáticos da época (algas unicelulares fotossintetizantes e bactérias) utilizavam o Carbono-12 para o processo de fotossíntese, sendo o Carbono-13, mais pesado, mortal para esses seres vivos. Houve variações bruscas na concentração de Carbono-13, e isso causou uma mortalidade de grandes proporções nos oceanos primitivos (“Oceanos Mortos”). Com uma população decrescente de organismos fotossintetizantes para liberar gás carbônico na atmosfera, atenuou-se o efeito estufa, e, por conseguinte, a temperatura média do planeta foi caindo vertiginosamente até chegar ao que se conhece por “Planeta Bola de Neve” ou Snowball Earth.

As Eras do Gelo
As Eras do Gelo são períodos cíclicos que são caracterizados por uma queda acentuada na temperatura média do planeta. Este abaixamento da temperatura permite a expansão das geleiras até latitudes mais baixas. Tais períodos ocorrem em intervalos de aproximadamente 40 a 100 mil anos. É sabido que variações na quantidade de energia solar ocorrem ao longo do tempo causam perturbações no clima terrestre, podendo gerar uma “Era do Gelo”, ou não. Além disto, os “Ciclos de Milankovich”, a composição atmosférica daquele período, os movimentos tectônicos, que alteram a distribuição espacial dos continentes e dos oceanos, o que afeta a circulação atmosférica e a quantidade de calor absorvido pelo planeta, alterações na órbita do sistema Terra-Lua, impacto de meteoros e erupções vulcânicas são as principais causas das eras do gelo. Evidências sobre a existência de tais eras vêm em forma de rochas e os detritos (Morenas, que são sedimentos especificamente originados devido ao derretimento de geleiras) em locais que atualmente não possuem gelo. Análise de sedimentos depositados em geleiras e em oceanos também são evidências fortes.

Causas das mudanças climáticas

I - Ciclos de Milankovich
O físico e matemático sérvio Milutin Milankovich observou que o movimento de precessão, a inclinação do eixo terrestre e a excentricidade da órbita terrestre variam ciclicamente ao longo do tempo. Estas variações explicam alguns dos eventos climáticos, como foi mostrado, pois provoca uma mudança na quantidade de radiação recebida por um determinado Hemisfério no verão e no inverno.

II - Ciclos de Atividade Solar
O Sol passa por variações em sua atividade, ou seja, em suas emissões de radiação. Estes ciclos ocorrem em aproximadamente 11 anos e podem assumir valores máximos ou mínimos, causando várias alterações no clima.

III - Variações magnéticas
O paleomagnetismo é o estudo das variações do campo magnético da Terra ao longo dos anos. Os eventos de variação magnética ocorrem em ciclos não regulares, podendo sua intensidade variar desde efeitos apenas mensuráveis à inversões na orientação do campo. As inversões magnéticas ocorrem devido à “resposta” do núcleo da Terra (condutor, formado de Ferro e Níquel) ao efeito magnético das emissões solares (de alta energia). Esta “resposta” tenta reproduzir o campo gerado pela radiação solar e apresenta diversas irregularidades. Durante os eventos de inversão, podem ocorrer mudanças climáticas acentuadas devido à variação da localização dos Pólos, que é por onde grande parte das emissões solares penetram. Estas mudanças, normalmente, são devido ao aquecimento diferenciado das regiões que estão sob o efeito das emissões.

IV - Aquecimento Global
O aquecimento global é o processo em que ocorre aumento significativo na temperatura. Este aumento causa desde tempestades mais severas e freqüentes à tufões e furacões altamente destrutivos. Atualmente, tem se notado um aumento na temperatura média do planeta de cerca de 0,7°C nos últimos 140 anos. Este aquecimento é causado, principalmente pelo efeito estufa, que vem sendo, cada vez mais, causado por atividades humanas, e pelo buraco na camada de Ozônio.

V - Colisão de meteoros e Erupções Vulcânicas
Os meteoros são rochas compostas de minerais e gelo que orbitam a nossa galáxia. Estas rochas, quando atraídas pelo campo gravitacional da Terra, podem entrar na atmosfera. Uma grande parte destas pedras é destruída graças à própria atmosfera, já que o atrito com esta gera um aquecimento próximo a 5000 °C e desintegra as rochas. Porém algumas rochas maiores conseguem atingir a superfície e o impacto é tão violento que uma nuvem de metais e poeira se forma na atmosfera, impedindo a entrada de radiação solar. De forma análoga, os vulcões, que se formam nas zonas de falhas das placas tectônicas, lançam magma (metais fundidos da Astenosfera) e junto, poeira, cinzas e partículas densas de fuligem, também ocasionando o bloqueio dos raios solares ,efeito chamado de Escurecimento global.