Nelson Ferreira
Sua região metropolitana compreende, além da capital pernambucana, catorze cidades do Grande Recife.
Geralmente, o nome do município dentro de frases é acompanhado de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960. O vocábulo recife provém da palavra arrecife, grande barreira de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa. Sobre tais temas se pronunciou o historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Melo: "Porque se originou de um acidente geográfico - o recife ou o arrecife - a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: O Recife e nunca Recife."
Por outro lado, o gramático Napoleão Mendes de Almeida afirma em longo arrazoado que não se deve usar o artigo definido para fazer referência à cidade, mas apenas ao bairro homônimo: o bairro do Recife na cidade de Recife.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da idéia empreendida na Bahia em 1624.
No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauricéia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (West Indische Compagnie) Maurício de Nassau. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.
O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau praticou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico da América do Sul.
Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a a fauna e a flora, a farmacopéia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e conselho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praiera, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar. O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.
0 a 14 anos: 26,16%
15 a 64 anos: 67,33%
64 anos e mais: 6,51%
A Região Metropolitana do Recife é a segunda mais populosa do Nordeste e a sexta maior do Brasil, segundo dados oficiais do IBGE/2009.
Bairros mais densos: Alto José do Pinho (299,57); Brasília Teimosa (292,78); Mangueira (290,05) .
Destaca-se na reciclagem, estando na quinta posição no ranking das cidades brasileiras com o melhor índice de arrecadação de resíduos sólidos urbanos para a coleta seletiva no país. Com 1.350 toneladas por mês no recolhimento de resíduos na coleta seletiva.
O Recife tem o mais importante pólo médico do Norte/Nordeste É formado por 417 hospitais e clínicas e possui um total de 8,2 mil leitos. Os principais hospitais do pólo estão nos bairros do Derby e da Ilha do Leite.
Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, a cidade é considerada um dos mais importantes pólos de tecnologias da informação do Brasil em quantidade de empresas e faturamento.O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco, com um superávit anual de 9,6 milhões de reais.
Um terceiro destaque está na indústria de construção civil, com centenas de arranha-céus residenciais e comerciais, (considerados pelo site prédios acima de doze andares). O município é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.
O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste, conta com 465 lojas, sendo 9 âncoras e 6 megalojas, 5.000 vagas de estacionamento, 10 salas de cinema UCI Multiplex, 17 restaurantes e 4 praças de alimentação. Nele está localizado o Pátio das Esculturas, uma área de exposições múltiplas. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.
Recife ainda ficou entre as 65 cidades mais importantes de Países Emergentes no Mundo, segundo análise do Índice MasterCard de Mercados Emergentes 2008, ficando na sexta colocação na América Latina, e perdendo no Brasil apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. O índice MasterCard, busca avaliar e comparar o desempenho destas localidades nas funções mais importantes que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro.
Mais de 144 mil estudantes estão matriculados nas Escolas municipais do Recife. No Ensino Fundamental municipal a matrícula é de quase cem mil crianças, e as duas escolas do Ensino Médio municipais contam com aproximadamente 2 mil estudantes. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui mais de 25 mil estudantes, a maioria em horário noturno.Instituições de ensino superior
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Universidade de Pernambuco (UPE)
Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
Em 2007, de acordo com a Prefeitura do Recife, a mortalidade infantil na capital pernambucana era de 13,0 p/mil e a esperança de vida ao nascer era de 68,6 anos, de acordo com o censo de 2000 do IBGE.
Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda - o objetivo central desse projeto é a valorização do patrimônio cultural e material das duas cidades, promovendo a transformação de bairros e a formação de uma Rede de Equipamentos Culturais. O projeto usa o turismo e a cultura como eixos do desenvolvimento econômico e social da região. Contará com investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipais das cidades do Recife e de Olinda.
Prometrópole - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de mais de 1,2 milhão de moradores de favelas e de áreas irregulares da Região Metropolitana do Recife, aumentando o acesso a serviços de água, saneamento, habitação, transporte e escoamento, o projeto inclui um alto grau de participação comunitária e busca realizar melhorias nas edificações e na infra-estrutura das comunidades de baixa-renda na bacia do rio Beberibe dentro da região metropolitana. Serão financiadas obras no sistema hídrico, em saneamento básico, em reassentamento e em projetos-piloto para testar alternativas de parcelamento de terra.
Via Mangue - o projeto da Via Mangue visa diminuir os problemas de trânsito da Zona Sul recifense. Trata-se de uma avenida que vai ligar o Pina diretamente às ruas que margeiam os canais Setúbal e Jordão, desafogando o fluxo de veículos em toda a região.
Corredor Leste/Oeste - o Corredor Leste-Oeste é um projeto viário que objetiva reduzir o tempo de viagem entre a zona oeste e o centro da cidade, interligando duas avenidas da cidade, a Caxangá (a mais extensa via urbana em linha reta do Brasil, com 6,2 quilômetros de extensão) e a Conde da Boa Vista.
O Recife foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos, a chamada Maxambomba (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por bondes puxados por burroA maxambomba foi substituída por bondes elétricos no século XX. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por Ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.
De acordo com o relatório do Detran-PE de agosto de 2008, o Recife tem uma frota superior a 445 mil veículos, sendo quase 311 mil automóveis, 51,8 mil veículos de carga, 4,6 mil ônibus, 64,7 mil motos e 12,8 mil na categoria "Outros"
O Porto do Recife localiza-se no Recife Antigo, ao lado da Praça Rio Branco (Marco Zero). No período holandês, o porto era um dos mais desenvolvidos do Brasil. Atualmente, tem sua base operacional centrada na movimentação de granéis sólidos, compreendendo grãos, clínquer, barrilha e carga geral. Diferencia-se dos demais portos por situar-se num centro urbano e conseguir operar sem interferir no município.
O município abriga vários museus, centros culturais e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand, um dos mais importantes museus do Brasil que abriga importante coleção de gravuras e outras obras de arte do século XVII sobre o Brasil.
As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco que na década de 1980 reuniu grande número de poetas. O Abril Pro Rock que surge como revelador do Movimento Manguebit, revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada.
Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife que instalado no Forte das Cinco Pontas conta boa parte da história do Recife e o Museu da Abolição que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.
O Teatro Santa Isabel é o principal teatro do Recife compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco.
O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol e basquete.
Outro clube esportivo importante do município é o Clube Português.
Os três maiores times de Pernambuco possuem estádio próprio, localizados no Recife. O maior e mais recente estádio construído é o Estádio do Arruda (foto), pertencente ao Santa Cruz. Podemos destacar também a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport Club do Recife e o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico.
Em nível nacional, só quem possui títulos relevantes é o Sport, com o título do Campeonato Brasileiro de 1987 e também da Copa do Brasil 2008.
O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.
A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, do qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.
Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand. Ao longo do ano, ocorrem diversas exposições no Centro de Convenções, que é o segundo maior do Brasil, entre elas a Bienal do Livro.
O litoral do município é completamente urbanizado, sendo as praias mais famosas Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.
"Se você for até Recife,não esqueça da esteira do chapéu, pois as praias e o sol de Recife... mais parecem coisas lá do céu!! Quando você for até Recife, Não esqueça dos livros de cordel, E o artesanato do meu Recife, mais parece, coisa lá do céu!! Em toda cidade quanto liberdade...contém moça, E a a velha Olinda, que coisa mais linda, contém moça. contém moça.... QUANDO VOCÊ FOR ATÉ RECIFE, não esqueça das esteira e do chapéu, pois as praias, e o sol de Recife. São na terra um belo azul do céu. Pois as praias e o sol de Recife. Mais parecem coisas lá do céu !!!Existem muito mais coisas bonitas em Recife, Além das parias e do sol, Existe toda uma cultura que ferva com o frevo. E que se cala e extremesse sob o som de maracatú de barbiado. Existe todo um folclore esperando esperando a ser explorado. Existe um povo maravilhoso que recebe os visitantes. De braços e abertos e o coração cheio de amor!!!!!" Reginaldo Rossi , RECIFE.







1 comentários:
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